SunGard Higher Education quer liderar mercado de ERP educacional no Brasil
Na sua primeira visita ao Brasil, o CEO da empresa, Ron Lang, CEO da
SunGard Higher Education, informou que os planos da empresa para o país
são de longo prazo. A meta é dobrar ano a ano, até 2014, o número de
clientes de seu sistema de gestão. Nesses cinco anos, a companhia,
controlada pelo Grupo SunGard, quer aumentar de dois para 50 a
quantidade de instituiçòes de ensino superior gerenciadas pelo Banner
Campus Digital Unificado (UDC). Atualmente, a Anhembi Morumbi e a
Insper (novo nome do IBMEC São Paulo) utilizam o ERP da SunGard Higher
Education.
Além delas, a subsidiária brasileira conta com outros três clientes
no País. Estes, porém, não tiveram os nomes revelados e mantêm
contratos de consultoria com a SunGard Higher Education.
Lang, que esteve na capital paulista nesta terça-feira (01/09),
afirma que a especialização da empresa será um diferencial importante
para ampliar a base de clientes no país - e vencer concorrências com
sua maior rival, a Oracle, que compete com a solução adquirida com a
compra da PeopleSoft. "Ser especializado é um grande passo neste
mercado. Sabemos quais são as necessidades específicas das empresas do
setor", destaca o CEO da SunGard Higher Education, lembrando que as
duas universidades usuárias do Banner UDC contrataram os serviços de
consultoria da empresa antes de decidir pela implantação de seu sistema
de gestão.
Segundo o executivo, globalmente, a empresa presta serviços
gerenciados de TI a 80 clientes usuários da solução da concorrente.
"Eles utilizam o software da Oracle, mas contratam a SunGard Higher
Education, que é quem realmente entende seus negócios, para gerenciar
toda a infraestrutura tecnológica, inclusive o próprio sistema de
gestão", revela.
No Brasil, de acordo com Lang, a concorrência, não só com a empresa
de Larry ellison, mas com players locais, como Totvs, deve ganhar força
a partir de 2010, quando a SunGard Higher Education trará para o Brasil
sua solução para instituições de menor porte, chamada PowerCampus.
"Hoje atuamos junto a uma faixa de 8% do mercado brasileiro de
instituições privadas de ensino superior. São aproximadamente 200
empresas de grande porte, potenciais usuárias do Banner UDC", explica.
Outro mercado que deve se tornar alvo da companhia no futuro próximo
é setor público de educação superior. "É um setor que, sem dúvida,
influencia decisões, e que precisa de melhor gestão", salienta Swinda
Salazar-Piquemal, country manager da operação Brasil. Para isso, a
empresa aposta no fato de suas soluções serem baseadas em Open Source
e, consequentemente, de fácil integração com outros sistemas.
Por que a demora?
Apesar de já atuar no mercado latino-americano (do Caribe ao Chile) há
quase 15 anos, apenas em meados de 2007 a SunGard Higher Education
iniciou suas operações no Brasil. Por dois anos - entre 2005 e 2007 - a
companhia investiu em pesquisas para confirmar o real potencial do
mercado brasileiro de ensino superior. De 2007 até aqui, explica
Swinda, a empresa trabalhou e investiu na localização e na customização
do produto, além de reforçar as aréas de consultoria, marketing, vendas
e suporte em português. "Sabemos que esse é um diferencial importante e
apostamos nele", destacou, acrescentando que o fato de investir no país
antes mesmo de iniciar suas vendas comprovam que a sua intenção de
permanecer no Brasil.
Lang diz que outra garantia desse comprometimento está no fato de
que a empresa reinvestirá cada real - ou dólar - faturado no Brasil.
Segundo ele, o valor médio de um contrato da empresa com as
instituições fica em torno de US$ 1 milhão, variando conforme a demanda
e a contratação de todos os módulos do Banner UDC. "Por cinco anos a
SunGard Higher Education não espera lucrar nenhum dólar", garante o
executivo, afirmando que cada centavo recebido será reinvestido na
evolução do produto para o mercado local.
O executivo não revelou cifras, mas um rápido cálculo, considerando
o valor médio de US$ 1 milhão por contrato e a meta de 50 clientes, nos
leva a concluir que devem ser investidos na operação brasileira da
SunGard Higher Education algo em torno de US$ 50 milhões até 2014.
Indagada sobre os esforços do Brasil para impulsionar a educação a
distância, Swindadiz que a empresa, mundialmente, trabalha para adaptar
seu modelo à plataforma. Mas faz um alerta: muitas empresas veem o
modelo como um agente para cortar custos. "Esta visão é distorcida e
não pode ser replicada no país. A educação a distância é crucial num
país como o Brasil que tem distâncias geográficas consideráveis, mas
esperamos que, aqui, a plataforma não seja traduzida como corte de
custo. Ela é um adicional importante na estratégia", completou a
executiva.